O Escultor das Musas
Em Três Atos
“A imperfeição não é um defeito da pedra, Petros. É o lugar por onde a rocha respira.”
Na antiga cidade costeira de Aethel, Petros é um jovem artesão respeitado pela sua busca implacável por simetria e controle. Para ele, o mundo é um caos tolerado apenas porque ainda não passou pelo rigor do seu cinzel. Mas quando a jovem e livre Aura surge em sua oficina, o mármore encontra algo que não pode moldar: a própria vida.
Incapaz de aceitar a volatilidade do afeto humano, Petros tenta congelar a mulher amada na rocha, provocando a ruptura. Em meio aos tambores da guerra, ele se refugia nas profundezas abandonadas da Casa das Musas. Ali, no cativeiro voluntário do subsolo, ergue duas figuras monumentais: a estátua idealizada da musa e Tífon, um temível colosso de granito concebido para defender seu santuário.
Construído com o rigor de uma tragédia clássica, a narrativa desenvolve-se através da tensão entre o Homem, o Vento e a Pedra:
- Ato I — O Mármore e a Carne: O confronto entre a perfeição técnica e a espontaneidade humana do amor.
- Ato II — A Sombra e o Colosso: O isolamento subterrâneo, a criação de Tífon e as correntes da obsessão.
- Ato III — O Despertar da Matéria: O corte dos cabos que sustentam a estátua e a redescoberta da liberdade real.